Marcelo usa máscara por ser um “lição da China” e ministra da saúde deixa aviso em contrário

Quando vai às compras Marcelo Rebelo de Sousa usa máscara – foi “a lição da China”, que os netos lhe ensinaram, disse este sábado aos jornalistas.

“É uma forma de proteção que me permitiu até ao momento ficar negativo”, ou seja, não contrair Covid-19, considera.

Minutos antes, na conferência de imprensa diária da Direção-geral de Saúde, a ministra da saúde tinha deixado indicações claras sobre quem deve usar máscara. E não inclui uma idas ao supermercado para qualquer pessoa.

“Fora das instituições da saúde a utilização de equipamentos de proteção individual – máscara, luvas e touca – está aconselhada para profissionais ou pessoas que possam contactar diretamente com doentes suspeitos ou confirmados de Covid-19 ou com material utilizado por esses doentes.”

A proteção é também recomendada a familiares e cuidadores ou pessoas que trabalhem em lares ou na rede de cuidados continuados, assim como elementos das estruturas prisionais, das forças militares e das forças de segurança nas operações que vão desenvolvendo nas ruas.

Outras pessoas que devem usar máscara, segundo as orientações de Marta Temido, são os doentes imunossuprimidos “nas suas deslocações, esporádicas, para fora do domicílio, como pessoas que estejam a fazer hemodiálise, doentes oncológicos sob quimioterapia ou radioterapia e doentes com imunodeficiências oi sob terapêuticas imunosupressoras”.

Por fim, a ministra da saúde mencionou os funcionários de lojas de bens de primeira necessidade com atendimento ao público, lembrando que a grande maioria já dispõe de separadores físicos de acrílico, para proteção dos trabalhadores e dos clientes.

Está prevista a chegada este sábado de três milhões de máscaras cirúrgicas, além de 400 mil máscaras FFP2 e também de 80 mil zaragatoas e 260 mil testes.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas à margem de uma sementeira de tomate na Lezíria Grande, Vila Franca de Xira. Questionado porque fez a viagem quando os portugueses estão impedidos de o fazer, o presidente justifica que se trata de uma “visita de trabalho”.

O presidente da República garante que vai ficar “metido em Belém” durante a Páscoa. Depois disso, continuará a fazer uma visita de trabalho pelo menos uma vez por semana.